Quem está em risco de ter infeções respiratórias?

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A IR desenvolve-se quando os mecanismos de defesa são incapazes de manter estéril as vias aéreas, quando existe um aumento da virulência e da quantidade do agente infetante,  ou quando as defesas imunitárias falham.

Qualquer pessoa, mesmo sendo saudável, tem habitualmente cerca de 4 episódios de infeções respiratórias por ano, geralmente benignas e autolimitadas.

Há, no entanto, condições físicas e doenças de base que facilitam a ocorrência destas infeções e o aumento da sua gravidade (Fig. 23).

Fatores de risco para infeções respiratórias:

  1. Idade – A idade é um fator de risco independente de outros fatores. Após os 65 anos aumenta o risco de se contrair pneumonia devido à diminuição da mobilidade e à menor resposta dos mecanismos naturais de defesa e da imunidade. O agente mais frequente é o pneumococos.
  2. Doentes institucionalizados – Tanto a gravidade como a frequência de pneumonia aumentam em doentes admitidos em instituições, doentes acamados e com pouca atividade física, doentes desidratados e vivendo em comunidades fechadas. Igualmente as epidemias virais também são mais frequentes nesta população.
  3. Doenças crónicas – Obesidade, diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia (aumento dos níveis de colesterol circulante), asma, DPOC e outras doenças respiratórias crónicas, são fatores debilitantes facilitadores das infeções. O mesmo ocorre nas doenças cardíacas, cancro, e doenças que comprometem a imunidade como SIDA, tratamentos de quimioterapia e doenças autoimunes.
  4. Alcoolismo – O alcoolismo é responsável pela alteração de mecanismos de defesa importantes para a prevenção de infeções respiratórias. Facilita a colonização bacteriana por bactérias gram negativas (bactérias pertencentes a um tipo particular, mais frequente no aparelho digestivo), altera os mecanismos reflexos da tosse e do transporte do muco, assim como diminui a função das células de defesa (linfócitos, neutrófilos e macrófagos). Os agentes mais frequentes são as bactérias gram negativas e a Legionella pneumophila. O doente alcoólico tem frequentemente episódios de vómitos e de descoordenação motora que também facilitam a aspiração de secreções infetadas para as vias respiratórias.
  5. Má nutrição – A má nutrição altera os diversos mecanismos de defesa, nomeadamente, os níveis de anticorpos como a imunoglobulina A. Diminui a capacidade de mobilizar os macrófagos (células que destroem bactérias) assim como provoca alterações da imunidade celular. A má nutrição está também associada a várias outras doenças como a DPOC e doenças neurológicas, contribuindo para aumentar o risco de pneumonia.
  6. Tabaco – O tabaco diminui a função de limpeza natural do muco por alteração do sistema mucociliar, importante fator de barreira contra micro-organismos. Os fumadores apresentam com maior frequência infeções por Pneumococos, Haemofilus e Legionella.
  7. Aspiração – São várias as doenças que predispõem à ocorrência de aspiração do conteúdo gástrico para a árvore respiratória. Destacam-se as doenças neurológicas (em que há uma descoordenação dos mecanismos de deglutição) e o refluxo gastroesofágico (em que o conteúdo do estômago reflui pelo esófago até à faringe podendo ser aspirado pela traqueia).
  8. Gravidez, parto e menopausa – São condições naturais da mulher que por diferentes motivos proporcionam a ocorrência de infeções do aparelho respiratório.
  9. A poluição, o contato com ambientes químicos agressivos, poeiras orgânicas (ex. poeiras de pássaros), poeiras inorgânicas (ex. pó de carvão) e radiações são fatores de risco importantes.
Não tome medicamentos para o tratamento das infeções respiratórias sem serem prescritos pelo seu médico.O medicamento que resultou num seu conhecido pode não ser adequado para tratar o seu problema. Não interrompa o tratamento sem falar com o seu médico.Não interrompa o tratamento quando desaparecerem as queixas. Esta atitude está na origem do aumento da resistência aos antibióticos e da crescente dificuldade em encontrar outros antibióticos eficazes.Esta informação não dispensa a consulta com o seu médico.Não tome medicamentos que não lhe tenham sido prescritos pelo seu médico para o tratamento das infeções respiratórias.

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