Quais são as causas das infeções respiratórias?

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As infeções respiratórias são causadas por micro-organismos que são agentes microscópicos que invadem as células do nosso corpo, lesando-as e alterando o nosso equilíbrio saudável.

Todo o aparelho respiratório está munido de diferentes mecanismos de defesa – muco, células de defesa, anticorpos (proteínas especiais criadas pelo sistema imunitário para atacar os agentes infetantes) (Fig. 19).

No entanto, esses microrganismos são poderosos e passam rapidamente de uma pessoa para outra pessoa (o que se chama contágio).

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Os principais agentes causadores das infeções respiratórias são os vírus que são altamente contagiosos. Há mais de 200 tipos de vírus responsáveis por IR sendo os principais grupos os seguintes:

  • Rhinovirus – Causam o resfriado comum e a rinite aguda; sofrem mutações frequentes o que dificulta a criação de uma vacina.
  • Influenza – Os vírus deste grupo são vários e causam a gripe (Fig. 20). A gripe comum e, mais recentemente a gripe A, são infeções diferentes do resfriado comum pois afetam com muito mais intensidade todo o organismo.
  • Vírus respiratório sincicial – É causa frequente de infeções no outono e é responsável por resfriados moderados mas também por bronquiolites (infeção dos bronquíolos, a parte mais estreita da árvore respiratória) que pode ser grave em crianças pequenas (antes dos 3 meses) e pessoas debilitadas.
  • Coronavírus – Os vírus deste grupo causam frequentemente resfriados comuns no inverno e na primavera mas podem ser responsáveis por uma doença grave – o Síndroma Respiratório Agudo Severo – que pode ser fatal.

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Outros vírus como os adenovírus, enterovírus e vírus parainfluenza, também são responsáveis por infeções respiratórias.

O outro grande grupo de micro-organismos responsável por infeções respiratórias são as bactérias (Fig. 21) que causam infeções tão comuns como otites e amigdalites mas que podem provocar doenças mais graves como pneumonias.

Os principais agentes são:

  • Streptococcus pyogenes (Beta-hemolítico grupo A) – responsáveis por cerca de 15 a 30% das faringites agudas, amigdalites e escarlatina, podendo causar sinusites.
  • Streptococcus pneumoniae (Pneumococo) – responsáveis por cerca de 25 a 30% das otites médias agudas, sinusite agudas, bronquite, pneumonia e doenças graves como meningite e septicémia.
  • Haemophilus influenzae – responsáveis por cerca de 15 a 30% das otites médias causando também rinossinussites e pneumonia adquirida na comunidade (PAC).
  • Moraxella catarrhalis – responsáveis por cerca de 3 a 20% das otites médias e causadoras de infeção sinusal, laríngea, brônquica e exacerbação da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica.

Muitas outras bactérias colonizam as vias respiratórias com maior ou menor importância no desencadeamento das doenças e dos seus sintomas – Mycoplasma pneumoniae, Stafilococcus aureus, Pseudomona aeruginosa.

Em doentes debilitados, acamados, diabéticos e/ou com hospitalizações prolongadas, podem estar envolvidas em simultâneo bactérias, fungos e outros agentes menos comuns.

Em aproximadamente 40 a 50% dos casos não é possível determinar o agente causador da infeção respiratória. Contudo, apesar de poderem ser vários os micro-organismos implicados, é possível efetuar um tratamento bem sucedido sem a determinação exata do agente.

Não tome medicamentos para o tratamento das infeções respiratórias sem serem prescritos pelo seu médico.O medicamento que resultou num seu conhecido pode não ser adequado para tratar o seu problema. Não interrompa o tratamento sem falar com o seu médico.Não interrompa o tratamento quando desaparecerem as queixas. Esta atitude está na origem do aumento da resistência aos antibióticos e da crescente dificuldade em encontrar outros antibióticos eficazes.Esta informação não dispensa a consulta com o seu médico.Não tome medicamentos que não lhe tenham sido prescritos pelo seu médico para o tratamento das infeções respiratórias.

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