O que é uma infeção respiratória (IR)?

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Uma infeção respiratória é uma doença do aparelho respiratório causada por microrganismos como vírus (maioritariamente) e bactérias (Fig. 17). Em doentes com diminuição da imunidade pode haver ainda outros agentes como fungos e protozoários que provocam infeções graves.

Através do ar que respiramos e das partículas de muco e saliva que são projetadas com a tosse e os espirros, os agentes infetantes (vírus e bactérias) passam de pessoa para pessoa sucessivamente, propagando a infeção.

Em certas circunstâncias, como ocorre por exemplo com o vírus da gripe (vírus influenza) que é muito contagiante, o número de pessoas infetadas e a velocidade de propagação da doença é tão rápido que se designa de epidemia.

Quando a epidemia ultrapassa uma única região e assume proporções regionais maiores e até planetárias, designa-se pandemia. Exemplos de pandemias foram a gripe asiática (1889-1890 e 1957-1958), a gripe espanhola (1918-1919)  e, mais recentemente, a gripe A causada pela estirpe H1N1 do vírus influenza.

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Pela sua permanente comunicação com o exterior, o aparelho respiratório está mais suscetível a infeções do que qualquer outro aparelho do corpo humano (Fig. 18). Vírus e bactérias entram facilmente nas vias respiratórias e, apesar dos poderosos mecanismos de defesa que naturalmente as vias aéreas apresentam, podem em certas circunstâncias desenvolver infeções que provocam diferentes sintomas de acordo com a sua localização.

As infeções respiratórias podem ocorrer durante todo o ano mas são mais comuns durante os meses de inverno, quando as pessoas estão mais próximas umas das outras e em ambientes fechados, facilitando o contágio.

As crianças tendem a ter mais infeções respiratórias altas (amidalites, rinofaringites e otites médias) do que os adultos, porque ainda não adquiriram a imunidade natural que o adulto vai criando ao longo da vida.

As crianças tendem a ter mais infeções respiratórias altas (amidalites, rinofaringites e otites médias) do que os adultos, porque ainda não adquiriram a imunidade natural que o adulto vai criando ao longo da vida.

As infeções respiratórias são em geral benignas e autolimitadas, curando-se muitas vezes sem tratamento. Em certos casos será necessária intervenção médica para avaliação, diagnóstico e medicação que permita uma cura mais rápida e a prevenção de complicações. Há determinados grupos de pessoas em que as infeções respiratórias podem ser graves e que, por isso, requerem maior atenção:

  • Crianças muito jovens e/ou de baixo peso
  • Doentes com patologia associada como doenças cardíacas, diabetes
  • Pessoas acamadas; idosos
  • Doentes com doenças respiratórias prévias tais como asma, bronquite, Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, enfisema pulmonar
  • Doentes com diminuição das defesas (doentes oncológicos, com SIDA ou debilitados)

A prevenção das infeções respiratórias é hoje possível com o uso de vacinas.

A vacinação pratica-se em larga escala, quer para prevenção de infeções virais (por exemplo a vacinação contra a gripe) quer para prevenção de infeções bacterianas  (por exemplo o pneumococo) evitando-se infeções respiratórias como otites, amigdalites, rinossinusites, bronquites e pneumonias.

Não tome medicamentos para o tratamento das infeções respiratórias sem serem prescritos pelo seu médico.O medicamento que resultou num seu conhecido pode não ser adequado para tratar o seu problema. Não interrompa o tratamento sem falar com o seu médico.Não interrompa o tratamento quando desaparecerem as queixas. Esta atitude está na origem do aumento da resistência aos antibióticos e da crescente dificuldade em encontrar outros antibióticos eficazes.Esta informação não dispensa a consulta com o seu médico.Não tome medicamentos que não lhe tenham sido prescritos pelo seu médico para o tratamento das infeções respiratórias.

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